terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Náusea



Uma criança nasceu na rua.
Esta suja, mas vive.
Faminta, sorri.

Parem os carros, os caminhões,
desçam dos metrôs, das construções,
uma criança nasceu na rua!

Silenciem a cidade! Ouçam o seu choro!
A criança vive,
sorri, faminta.

Deem-lhe, comida, roupa, casa,
deem-lhe compaixão!
Essa criança nasceu!
Perfurou a barreira da indiferença e veio ao mundo nos saudar.
Parem todos! Quietos!!


E a criança cresceu invisível aos olhares daqueles que não veem a vida fora das lojas iluminadas dos shoppings centers.



Menino à janela - Murillo

Um comentário:

Fred Caju disse...

Saudações quem aqui posta e quem aqui visita.
É uma mensagem “ctrl V + ctrl C”, mas a causa é nobre.
Trata-se da divulgação de um serviço de prestação editorial independente e distribuição de e-books de poesia & afins. Para saber mais, visitem o sítio do projeto.

CASTANHA MECÂNICA - http://castanhamecanica.wordpress.com/

Que toda poesia seja livre!
Fred Caju