
Uma criança nasceu na rua.
Esta suja, mas vive.
Faminta, sorri.
Parem os carros, os caminhões,
desçam dos metrôs, das construções,
uma criança nasceu na rua!
Silenciem a cidade! Ouçam o seu choro!
A criança vive,
sorri, faminta.
Deem-lhe, comida, roupa, casa,
deem-lhe compaixão!
Essa criança nasceu!
Perfurou a barreira da indiferença e veio ao mundo nos saudar.
Parem todos! Quietos!!
E a criança cresceu invisível aos olhares daqueles que não veem a vida fora das lojas iluminadas dos shoppings centers.
Menino à janela - Murillo
1 comentários:
Saudações quem aqui posta e quem aqui visita.
É uma mensagem “ctrl V + ctrl C”, mas a causa é nobre.
Trata-se da divulgação de um serviço de prestação editorial independente e distribuição de e-books de poesia & afins. Para saber mais, visitem o sítio do projeto.
CASTANHA MECÂNICA - http://castanhamecanica.wordpress.com/
Que toda poesia seja livre!
Fred Caju
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